terça-feira, 30 de setembro de 2014

Palestra - O espaço pessoal


Palestra realizada na Cidade da Luz (23/09/2014)

sábado, 13 de setembro de 2014

O poderoso vírus

  
Um vírus muito potente que pode ser letal está assolando a Humanidade. Esse vírus é capaz de se multiplicar rapidamente e infectar muitos ao mesmo tempo. Alguns já foram infectados, mas como esse vírus é altamente adaptável é impossível aos Seres Humanos desenvolver uma memória imunológica eficiente. Neste caso, estão vulneráveis a contrai-lo novamente. Quando você se perceber desmotivado, acomodado ou sem coragem para enfrentar os desafios, possivelmente já está infectado. Esse vírus se chama Procrastinação.
Segundo o dicionário, a palavra procrastinar significa adiar, prorrogar, postergar etc. Nesse contexto, qual a lógica de procrastinarmos os nossos objetivos?
Penso que quando postergamos algo, nos deixamos assediar por outras aventuras. Precisamos focar no objetivo e evitar ao máximo procrastina-lo. Vivemos atualmente hipnotizados. Pessoais próximas conseguem sugestionar facilmente nossas ações e até mesmo nos encorajar à desistir dos nossos sonhos. Quantas vezes fomos forçados a fazer algo contrário aos nossos objetivos pessoais? Fazemos, não pensamos no que estamos fazendo, por isso a hipnose!
Esse comportamento surge quando compreendemos que permanecer na zona de conforto é extremamente prazeroso. Sair dela causará um impacto grandioso no cotidiano. Então o vírus da procrastinação é alimentado. Com essa energia ele prolifera e acaba imobilizando o indivíduo! Quando este percebe que nutriu esse vírus por muito tempo, pode já ser tarde demais. Nesse momento esse parasita poderá destruir o indivíduo, pois alguém que não conseguiu realizar seus sonhos, torna-se frustrado. E frustração é sinônimo de depressão!
Mas para esse vírus existe um remédio. Ao percebe-se infectado, não procure um médico. Concentre suas forças e inicie a eliminação desse parasita. Analise seus objetivos e perceba se estão coerentes. Pense quanto esforço será necessário para alcança-lo. E se estiver disposto a encarar, inicie o processo de conquista. Não importa quanto tempo levará para alcança-lo, o que importa é que estará imunizado do vírus da Procrastinação, e neste caso o sucesso será certo. Como disse Henry Ford “Obstáculos são aquelas coisas medonhas que a gente ver quando tiramos os olhos dos nossos objetivos”.

sábado, 23 de agosto de 2014

O tempo das abelhas


O tempo é escasso. E vem ficando cada vez mais escasso. Quanto tempo desperdiçado com bobagens!
Desperdiçamos o nosso precioso tempo com atitudes pouco louváveis, que muitas vezes irão nos conduzir para longa estada em hospitais ou em consultórios de psicologia. Quanto tempo utilizado equivocadamente!
Os Seres Humanos, animais ditos racionais, poderiam aproveitar melhor seu tempo observando as abelhas por alguns minutos. Esses insetos vivem apenas cinco meses! No entanto, com esse pouco tempo de vida conseguem construir uma grande colmeia. Os Seres Humanos vivem em média 80 anos. E muitos não conseguem sequer iniciar os primeiros passos rumo ao progresso!
Qual seria então a diferença entre o humano e o inseto? A inteligência? Penso que se assim fosse, as abelhas aparentemente teriam muito mais! Os insetos aproveitam seu pouco tempo para a construção. Já os humanos, desperdiçam seu tempo com conflitos que apenas os levam a destruição.
Vamos analisar o comportamento das abelhas e tentar aprender como melhor utilizar o nosso tempo. Todas as abelhas vivem em uma verdadeira comunidade, cooperando umas com as outras, sem perder tempo. Os humanos gastam seu tempo apenas para si, e muitas vezes tentando derrubar o próximo. As abelhas fabricam em tempo hábil o seu alimento, e distribuem igualmente para todas na colmeia. Os Humanos utilizam seu tempo produzindo grande quantidade de alimento, mas o produto final é oferecido para poucos com melhores condições financeiras. Durante uma ameaça à comunidade, as abelhas se organizam sem perder tempo, e formam um enxame para tentar eliminar o perigo. Os Humanos, quando ameaçados, se preocupam apenas com sua família, e não querem perder tempo pensando na comunidade. Quando o perigo cessa aproveitam o tempo festejando, e não se preocupam com o restante da “colmeia” que não conseguiu tempo para fugir!
Reclamamos que vivemos pouco. Mas se realmente aproveitássemos o nosso tempo como as abelhas, teríamos certamente mais cuidado com ele. E diríamos “Vivi tempo o suficiente para contribuir com a minha “colmeia”. Portanto, apesar de sermos os seres mais inteligentes sobre a Terra ainda não compreendemos o nosso dever na construção de uma “colmeia” harmônica e equilibrada. E quando estivermos sem tempo lembraremos das abelhas, que vivendo somente cinco meses conseguem construir uma bela colmeia, pois não desperdiçam seu pouco tempo em vida. Como disse Lúcio Sêneca: “ Ensina-me que o valor da vida não está na sua duração, mas no uso que dela pode ser feito. Quem viveu muito, muitas vezes, viveu pouco”.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Epicuro

“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.”   

Comentário:

    Fazendo uma análise das grandes descobertas marítimas, verificamos que temporais e tempestades foram os grandes aliados da expansão dos territórios continentais. Nesse contexto, podemos relacionar essas forças com o nosso crescimento moral e profissional.
  Atualmente, encaramos os “temporais e tempestades”, ou seja, os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano, como forças negativas que nos aprisionam e impedem nosso avanço. No entanto, deveríamos encarar com um olhar mais positivista. Vejam que depois das tempestades, os navegadores encontram a nova terra, deixando para traz os conflitos marítimos e navegando em direção à paz e tranquilidade. Deveríamos agir como esses navegadores, no momento das tempestades de problemas e contratempos, manter a calma, ter muita paciência e coragem. Ter a certeza de que tudo passa, por mais difícil que seja. Segurando o leme com muita firmeza, evitaremos que o barco afunde.
    Desta forma, quando perceber-se no meio de um grande “temporal ou tempestade” lembre-se dos velhos navegadores, que apesar do grande risco de morte não desistiam, e quando se deram conta, já estavam com a paz restaurada, prontos para retornar e iniciar tudo novamente. Com isso, os problemas que enfrentaram fizeram acender sua reputação. Então, veja os desafios como alavanca para o seu crescimento. 

Epicuro (*341 a.C - Samos, Grécia  + 271 a.C - Atenas Grécia)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Arthur Schopenhauer

Disse Schopenhauer: " Todos necessitam sempre de uma certa dose de preocupação, de dor, ou necessidades, como o navio precisa de lastro para navegar com firmeza"

Comentário:
Trabalho, aflição, esforço e necessidade constituem a sorte, no curso da vida, da maior parte das pessoas. Todavia se todos os desejos, tão logo surgissem, já estivessem resolvidos, o que preencheria a vida humana, com que se gastaria o tempo? Se transferíssemos o homem para um utópico pais, onde tudo crescesse sem ser plantado, e cada qual encontrasse rapidamente, sem dificuldades, sua alma gêmea, sucederia que uma parte da humanidade morreria de tédio ou se enforcaria, e a outra parte promoveria guerras, massacres e assassinatos, e dessa forma faria trazer mais sofrimento. Por isso, encontrar a positividade diante da dor/sofrimento é o melhor caminho para a resignação. 
Referência: Da morte. Metafisica do amor. Do sofrimento do mundo. Arthur Schopenhauer. Editora: Martin Claret.
Arthur Schopenhauer - *1788 (Reino da Prússia) +1860 (Frankfurt)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Palestra "Reflexões sobre a morte"

 Essa palestra propõe uma reflexão sobre o significado da morte, bem como a importância de viver a vida intensamente.

Desânimo e Desilusão

Vivemos atualmente em uma sociedade de muito estresse, ansiedade e aborrecimentos. Com todos esses contratempos não observamos os detalhes da vida, e o pior, não sabemos agradecer pelos rápidos instantes de compartilhamento de alegrias.

Na música “Outro de Tolo”, Raul Seixas nos faz uma provocação muito interessante. Ele nos alerta para a importância de agradecer por esses momentos, muitas vezes tratados como rotina, mas que na realidade são um presente da vida.

Muitos conseguiram o que almejavam. Já criaram seus filhos, conseguiram comprar aquilo que tanto sonhavam, enfim, alcançaram seus objetivos. Outros ainda podem estar buscando seus sonhos. Mas infelizmente não encontraram, ou buscam de forma equivocada, o mais importante: a felicidade.

Vivemos insatisfeitos com o salário que ganhamos, mas esquecemos que esse salário foi acertado e concordado. Sempre queremos viver de uma forma que não condiz com a nossa realidade, com isso surge o desânimo e a falta de interesse pelo trabalho.

Quase nunca agradecemos pelo nosso sucesso, conquistas e momentos de alegria junto com amigos ou familiares. Esquecemos que tudo tem um propósito maior, e que nada é por acaso.

Nunca estamos agradecidos, apenas tristes, desaminados ou desiludidos. Por que será? Porque nos falta a humildade para reconhecer a beleza da vida, e atribuímos a felicidade apenas às coisas materiais.

Quando Raul Seixas diz: “(...) mas que sujeito chato sou eu. Que não acha nada engraçado. Macaco, praia, carro, jornal, tobogã. Eu acho tudo isso um saco”. Propõe uma reflexão importante, a de que precisamos buscar a felicidade nas coisas simples da vida. É exatamente isso que falta na sociedade consumista em que vivemos.

Por fim, peço que escute essa canção com muita atenção, e aproveite para refletir sobre suas alegrias, pois elas podem estar focadas apenas em superficialidades. Somente quando despertarmos para a verdadeira essência da felicidade alcançaremos a plenitude.