Palestra realizada na Cidade da Luz (23/09/2014)
Doutor em neuroimunologia, neurocientista, professor universitário, escritor, palestrante e profissional do desenvolvimento humano. E-mail para contato: pitangabruno@gmail.com ou Instagram: @brunopitanga_neurocientista
terça-feira, 30 de setembro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
O poderoso vírus
Um
vírus muito potente que pode ser letal está assolando a Humanidade. Esse vírus
é capaz de se multiplicar rapidamente e infectar muitos ao mesmo tempo. Alguns
já foram infectados, mas como esse vírus é altamente adaptável é impossível aos
Seres Humanos desenvolver uma memória imunológica eficiente. Neste caso, estão
vulneráveis a contrai-lo novamente. Quando você se perceber desmotivado,
acomodado ou sem coragem para enfrentar os desafios, possivelmente já está
infectado. Esse vírus se chama Procrastinação.
Segundo
o dicionário, a palavra procrastinar significa adiar, prorrogar, postergar etc.
Nesse contexto, qual a lógica de procrastinarmos os nossos objetivos?
Penso
que quando postergamos algo, nos deixamos assediar por outras aventuras.
Precisamos focar no objetivo e evitar ao máximo procrastina-lo. Vivemos
atualmente hipnotizados. Pessoais próximas conseguem sugestionar facilmente
nossas ações e até mesmo nos encorajar à desistir dos nossos sonhos. Quantas
vezes fomos forçados a fazer algo contrário aos nossos objetivos pessoais?
Fazemos, não pensamos no que estamos fazendo, por isso a hipnose!
Esse
comportamento surge quando compreendemos que permanecer na zona de conforto é
extremamente prazeroso. Sair dela causará um impacto grandioso no cotidiano.
Então o vírus da procrastinação é alimentado. Com essa energia ele prolifera e
acaba imobilizando o indivíduo! Quando este percebe que nutriu esse vírus por
muito tempo, pode já ser tarde demais. Nesse momento esse parasita poderá
destruir o indivíduo, pois alguém que não conseguiu realizar seus sonhos, torna-se
frustrado. E frustração é sinônimo de depressão!
Mas
para esse vírus existe um remédio. Ao percebe-se infectado, não procure um médico.
Concentre suas forças e inicie a eliminação desse parasita. Analise seus
objetivos e perceba se estão coerentes. Pense quanto esforço será necessário
para alcança-lo. E se estiver disposto a encarar, inicie o processo de
conquista. Não importa quanto tempo levará para alcança-lo, o que importa é que
estará imunizado do vírus da Procrastinação, e neste caso o sucesso será certo.
Como disse Henry Ford “Obstáculos são
aquelas coisas medonhas que a gente ver quando tiramos os olhos dos nossos
objetivos”.
sábado, 23 de agosto de 2014
O tempo das abelhas
O
tempo é escasso. E vem ficando cada vez mais escasso. Quanto tempo desperdiçado
com bobagens!
Desperdiçamos
o nosso precioso tempo com atitudes pouco louváveis, que muitas vezes irão nos
conduzir para longa estada em hospitais ou em consultórios de psicologia.
Quanto tempo utilizado equivocadamente!
Os
Seres Humanos, animais ditos racionais, poderiam aproveitar melhor seu tempo observando
as abelhas por alguns minutos. Esses insetos vivem apenas cinco meses! No
entanto, com esse pouco tempo de vida conseguem construir uma grande colmeia. Os
Seres Humanos vivem em média 80 anos. E muitos não conseguem sequer iniciar os
primeiros passos rumo ao progresso!
Qual
seria então a diferença entre o humano e o inseto? A inteligência? Penso que se
assim fosse, as abelhas aparentemente teriam muito mais! Os insetos aproveitam
seu pouco tempo para a construção. Já os humanos, desperdiçam seu tempo com conflitos
que apenas os levam a destruição.
Vamos
analisar o comportamento das abelhas e tentar aprender como melhor utilizar o nosso
tempo. Todas as abelhas vivem em uma verdadeira comunidade, cooperando umas com
as outras, sem perder tempo. Os humanos gastam seu tempo apenas para si, e
muitas vezes tentando derrubar o próximo. As abelhas fabricam em tempo hábil o
seu alimento, e distribuem igualmente para todas na colmeia. Os Humanos
utilizam seu tempo produzindo grande quantidade de alimento, mas o produto
final é oferecido para poucos com melhores condições financeiras. Durante uma
ameaça à comunidade, as abelhas se organizam sem perder tempo, e formam um
enxame para tentar eliminar o perigo. Os Humanos, quando ameaçados, se
preocupam apenas com sua família, e não querem perder tempo pensando na
comunidade. Quando o perigo cessa aproveitam o tempo festejando, e não se
preocupam com o restante da “colmeia” que não conseguiu tempo para fugir!
Reclamamos
que vivemos pouco. Mas se realmente aproveitássemos o nosso tempo como as
abelhas, teríamos certamente mais cuidado com ele. E diríamos “Vivi tempo o
suficiente para contribuir com a minha “colmeia”. Portanto, apesar de sermos os
seres mais inteligentes sobre a Terra ainda não compreendemos o nosso dever na
construção de uma “colmeia” harmônica e equilibrada. E quando estivermos sem
tempo lembraremos das abelhas, que vivendo somente cinco meses conseguem
construir uma bela colmeia, pois não desperdiçam seu pouco tempo em vida. Como
disse Lúcio Sêneca: “ Ensina-me que o
valor da vida não está na sua duração, mas no uso que dela pode ser feito. Quem
viveu muito, muitas vezes, viveu pouco”.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Epicuro
“Os
grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.”
Comentário:
Fazendo
uma análise das grandes descobertas marítimas, verificamos que temporais e
tempestades foram os grandes aliados da expansão dos territórios continentais.
Nesse contexto, podemos relacionar essas forças com o nosso crescimento moral e
profissional.
Atualmente, encaramos os “temporais e tempestades”, ou seja, os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano, como forças negativas que nos aprisionam e impedem nosso avanço. No entanto, deveríamos encarar com um olhar mais positivista. Vejam que depois das tempestades, os navegadores encontram a nova terra, deixando para traz os conflitos marítimos e navegando em direção à paz e tranquilidade. Deveríamos agir como esses navegadores, no momento das tempestades de problemas e contratempos, manter a calma, ter muita paciência e coragem. Ter a certeza de que tudo passa, por mais difícil que seja. Segurando o leme com muita firmeza, evitaremos que o barco afunde.
Atualmente, encaramos os “temporais e tempestades”, ou seja, os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano, como forças negativas que nos aprisionam e impedem nosso avanço. No entanto, deveríamos encarar com um olhar mais positivista. Vejam que depois das tempestades, os navegadores encontram a nova terra, deixando para traz os conflitos marítimos e navegando em direção à paz e tranquilidade. Deveríamos agir como esses navegadores, no momento das tempestades de problemas e contratempos, manter a calma, ter muita paciência e coragem. Ter a certeza de que tudo passa, por mais difícil que seja. Segurando o leme com muita firmeza, evitaremos que o barco afunde.
Desta
forma, quando perceber-se no meio de um grande “temporal ou tempestade”
lembre-se dos velhos navegadores, que apesar do grande risco de morte não
desistiam, e quando se deram conta, já estavam com a paz restaurada, prontos
para retornar e iniciar tudo novamente. Com isso, os problemas que enfrentaram
fizeram acender sua reputação. Então, veja os desafios como alavanca para o seu
crescimento.
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| Epicuro (*341 a.C - Samos, Grécia + 271 a.C - Atenas Grécia) |
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Arthur Schopenhauer
Disse Schopenhauer: " Todos necessitam sempre de uma certa dose de preocupação, de dor, ou necessidades, como o navio precisa de lastro para navegar com firmeza"
Comentário:
Trabalho, aflição, esforço e necessidade constituem a sorte, no curso da vida, da maior parte das pessoas. Todavia se todos os desejos, tão logo surgissem, já estivessem resolvidos, o que preencheria a vida humana, com que se gastaria o tempo? Se transferíssemos o homem para um utópico pais, onde tudo crescesse sem ser plantado, e cada qual encontrasse rapidamente, sem dificuldades, sua alma gêmea, sucederia que uma parte da humanidade morreria de tédio ou se enforcaria, e a outra parte promoveria guerras, massacres e assassinatos, e dessa forma faria trazer mais sofrimento. Por isso, encontrar a positividade diante da dor/sofrimento é o melhor caminho para a resignação.
Referência: Da morte. Metafisica do amor. Do sofrimento do mundo. Arthur Schopenhauer. Editora: Martin Claret.
Referência: Da morte. Metafisica do amor. Do sofrimento do mundo. Arthur Schopenhauer. Editora: Martin Claret.
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| Arthur Schopenhauer - *1788 (Reino da Prússia) +1860 (Frankfurt) |
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Palestra "Reflexões sobre a morte"
Essa palestra propõe uma reflexão sobre o significado da morte, bem como a importância de viver a vida intensamente.
Desânimo e Desilusão
Vivemos atualmente em uma
sociedade de muito estresse, ansiedade e aborrecimentos. Com todos esses contratempos
não observamos os detalhes da vida, e o pior, não sabemos agradecer pelos
rápidos instantes de compartilhamento de alegrias.
Na música “Outro de Tolo”, Raul
Seixas nos faz uma provocação muito interessante. Ele nos alerta para a
importância de agradecer por esses momentos, muitas vezes tratados como rotina,
mas que na realidade são um presente da vida.
Muitos conseguiram o que
almejavam. Já criaram seus filhos, conseguiram comprar aquilo que tanto sonhavam,
enfim, alcançaram seus objetivos. Outros ainda podem estar buscando seus sonhos.
Mas infelizmente não encontraram, ou buscam de forma equivocada, o mais
importante: a felicidade.
Vivemos insatisfeitos com o
salário que ganhamos, mas esquecemos que esse salário foi acertado e
concordado. Sempre queremos viver de uma forma que não condiz com a nossa
realidade, com isso surge o desânimo e a falta de interesse pelo trabalho.
Quase nunca agradecemos pelo
nosso sucesso, conquistas e momentos de alegria junto com amigos ou familiares.
Esquecemos que tudo tem um propósito maior, e que nada é por acaso.
Nunca estamos agradecidos,
apenas tristes, desaminados ou desiludidos. Por que será? Porque nos falta a
humildade para reconhecer a beleza da vida, e atribuímos a felicidade apenas às
coisas materiais.
Quando Raul Seixas diz: “(...) mas que sujeito chato sou eu. Que não
acha nada engraçado. Macaco, praia, carro, jornal, tobogã. Eu acho tudo isso um
saco”. Propõe uma reflexão importante, a de que precisamos buscar a
felicidade nas coisas simples da vida. É exatamente isso que falta na sociedade
consumista em que vivemos.
Por fim, peço que escute essa canção com muita atenção, e aproveite para refletir sobre suas alegrias, pois elas podem estar focadas apenas em superficialidades. Somente quando despertarmos para a verdadeira essência da felicidade alcançaremos a plenitude.
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